Shazam! A Fúria dos Deuses: Todos ou nenhum
Shazam! A Fúria dos Deuses estreou nos cinemas hoje (16) e foi dirigido por David F. Sandberg (Shazam!, Annabelle 2). O filme traz um retrato mais inocente do heroísmo que James Gunn e Peter Safran vêm prometendo para o novo DCU.
Um pouco infantil demais
No primeiro filme, lançado em 2019, o Shazam! trouxe uma atmosfera menos sombria para a DC. Mas acabou exagerando nas piadas, deixando meio infantil, não entretendo muito os adultos. Foi só um humor pastelão que não fez muito sucesso.
A trama do primeiro filme contava a história de Billy (Asher Angel), um garoto que foi abandonado pela mãe quando era criança e acabou sendo levado para o sistema de adoção. Depois de fugir de 11 famílias, ele é levado para a casa de Rosa Vásquez (Marta Milans) e Victor Vasquez (Cooper Andrews), que têm outros 5 filhos: Freddy (Jack Dylan Grazer), Darla (Faithe Herman), Eugene (Ian Chen), Pedro (Joven Armand) e Mary Marvel (Grace Caroline Currey).
Depois que o metrô leva Billy até um mago, ele ganha poderes de deuses e só precisa gritar SHAZAM! para ativá-los. Aí a trama segue com um vilão bem clichê, que quer roubar os poderes do novo herói, com ajuda dos 7 pecados capitais.
A história acaba sendo infantil e constrói o heroísmo de um jeito meio errado. Não parece que ele realmente tem todos os poderes, já que ele é mais inteligente como Billy, uma criança, do que como Shazam (Zachary Levi), que possui a sabedoria de Salomão.
Melhorando a situação
Levando tudo isso em consideração, podemos começar a descrever os acontecimentos do novo filme. A trama segue uma narrativa divertida e bem focada na família. Ela gira em torno do medo de abandono do Billy, por causa das suas experiências anteriores e por estar chegando aos 18 anos e saindo do sistema de adoção. Isso faz com que a família adotiva tenha que lidar com todos os custos sem ajuda.
Além disso, a trama mostra os irmãos tentando salvar o mundo juntos e realçando a desconexão entre eles, já que são diferentes e estão passando por momentos diferentes das suas vidas. Isso fica bem explícito na relação entre Billy e Mary, em que ela quer focar na faculdade e em ajudar financeiramente a casa, e Billy e Freddy, em que o Freddy começa a gostar de uma menina na escola. Billy ainda flutua entre essas duas fases, depois do ensino médio e no início da vida adulta. Vendo essa diferença de interesses, eles criam uma regra "Todos ou nenhum", que serve como desculpa para o Billy sempre ter a família perto dele.
Toda essa questão é reforçada com o surgimento das novas vilãs, as filhas de Atlas, o Deus que faz parte dos poderes do SHAZAM. Elas pegam o cajado, usam o mago para consertá-lo e vão atrás da semente da vida, que reviverá o reino dos Deuses. Inicialmente, parece que querem vingança, mas as motivações se confundem um pouco no decorrer do filme. Primeiro, elas querem se vingar de SHAZAM. Depois, só querem a semente da vida. Depois, uma delas quer destruir a Terra.
O filme parece ter levado as críticas do anterior e tentado consertar nesse, por mais que o Billy e o Shazam sejam pessoas COMPLETAMENTE diferentes. Eles comentam a falta de inteligência no SHAZAM, que realmente não faz sentido, e brincam falando que talvez se desenvolva depois, já que o herói pergunta tudo para Mary.
Outro ponto é o mago, que finalmente explica a questão de parecer que só deu os poderes para o Billy porque realmente não tinha outra opção, o que não fazia sentido, já que ele teve milhares de anos para achar o merecedor dos poderes dos Deuses.
Uma falha foi o Billy não saber nada sobre os poderes dele. Ele tem os poderes dos Deuses: Sabedoria, de Salomão; Força, de Hércules; Resistência, de Atlas; Poder, de Zeus; Coragem, de Aquiles; Velocidade, de Mercúrio. No primeiro filme, não parece que ele é um Deus, apenas um heróizinho desengonçado. Nesse, ele reconhece os seus poderes e realmente usa eles como um Deus, justificando a frase no final do filme “Foi um herói e um deus”.
A relação dos heróis e vilões é parecida, tratando os personagens como irmãos com motivações diferentes. Acredito que teve uma excessividade de tramas e acontecimentos, o que deixou alguns personagens pouco aparentes, como o Freddy, que é com certeza o melhor personagem, mas aparece poucas vezes, e a personagem da Helen Mirren, que pelo peso que a atriz traz, as aparições dela foram pouco aproveitadas.
Leia a análise do final com spoilers: https://popzebra.blogspot.com/2023/03/esperanca-e-ultima-que-morre.html

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